"Agora
me tem vindo ao coração, que façamos uma aliança com o SENHOR Deus de Israel,
para que se desvie de nós o ardor da sua ira. Agora, filhos meus, não sejais
negligentes; pois o SENHOR vos tem escolhido para estardes diante dele para o
servirdes, e para serdes seus ministros e queimadores de incenso." (Crônicas 29:10-11)
“E se o
meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha
face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e
perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2 Crônicas 7: 14)
A igreja precisa continuar buscando uma vida sob a inteira direção
do Espírito do Senhor.
O avivamento
é esse espírito de dinamismo que permite à igreja renovar suas forças e
disposição dia-a-dia. Mas, como pode a igreja ir bem se, muitas vezes, os
crentes, individualmente vivem longe dos propósitos de Deus? Para que haja um
avivamento geral, é necessário buscar, antes de tudo, um avivamento pessoal.
I.
ESPIRITUALIDADE CULTIVADA NA VIDA PESSOAL
Quais os
passos para que o crente possa viver a bênção de um poderoso avivamento em sua
vida pessoal? Há um processo que culmina com uma vida cheia do Espírito do
Senhor. Veja qual é.
a) A
convicção de pecado. Os grandes avivamentos tiveram início quando a igreja
começou a refletir sobre santificação. Pessoas foram levadas a ver que estavam
em pecado. Houve confissão, arrependimento. A partir daí, o Espírito do Senhor
agiu e houve transformação de vidas.
Reflitamos
um pouco sobre os textos que apontam os pecados que bloqueiam nossa comunhão
com Deus: Jr 17: 9-10; Ml 3: 8-10; Mt 7: 1-5; Rm 1: 18-32; 1 Jo 2: 15-17.
b) A
confissão de pecados. O cristão tem de confessar seus pecados, um a um,
Sl 66: 18; Is 59: 1, 2; 1 Jo 1: 7, 9.
É importante
que você tenha consciência das áreas específicas em que você tem dificuldade e
pedir ajuda ao Senhor. Seja honesto consigo mesmo. Peça perdão e abandone seus
pecados. Entenda o alcance da morte de Jesus para nos dar vida, Is 53: 1-12; 1
Pe 2: 24.
c) Entrega e
consagração. Depois da confissão vem a entrega incondicional ao Senhor, Sl 37:
4, 5; Rm 6: 6, 7; Rm 12: 1, 2.
Quando damos
todos esses passos, chegamos a um ponto em que o Espírito Santo assume o
controle de nossa vida. Saiba que seu corpo é templo do Espírito Santo, 1 Co 6:
19, 20. E quando o entregamos ao Senhor,
Ele passa a
dirigir nossa vida, conforme seu querer, Mt 3: 11; Lc 24: 49; At 1: 5, 8; Ef 5:
18. Seguindo esse processo, chega-se a experimentar um verdadeiro avivamento na
vida espiritual.
II.
CONSERVANDO A CHAMA DO AVIVAMENTO
Muitas
pessoas foram batizadas com o Espírito Santo. Vieram dias maravilhosos, foram
usadas por Deus, mas depois esfriaram-se na fé e se esqueceram da gloriosa
experiência que tiveram. Mas, para conservar uma vida renovada, cheia da graça
divina, é preciso:
a) Leitura bíblica:Estabilidade na vida
espiritual é resultado de um conhecimento profundo da Palavra. “Não cesses de
falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas
cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então farás prosperar o
teu caminho e serás bem-sucedido”, Js 1: 8.
Lendo a Bíblia diariamente, meditando e fazendo o que nela está escrito é
possível ao servo de Deus conservar uma vida espiritual abundante. Assim
não é preciso ficar na dependência de visões, de profecias. Essas manifestações
irão apenas confirmar o que já está na Palavra.
b) Oração. Os cristãos primitivos estavam
sempre cheios do Espírito e renovados porque viviam em oração, At 4: 31. É
triste ver como muitas igrejas estão perdendo o calor em suas mensagens porque
o fervor da oração está desaparecendo.
Renovação espiritual e avivamento são experiências que devem ser vividas
diariamente. Para tanto, o crente precisa, a cada dia, intensificar sua vida de
oração, Mt 14: 23; Lc 5: 16 e 6: 12. O próprio Jesus orou muito durante seu
ministério.
Muitos crentes estão se vendo confusos porque os bens materiais têm tomado o
tempo da oração. Oração é questão de disciplina pessoal. Procure reservar
alguns minutos, todos os dias, para estar na presença do Senhor.
c) Vida humilde. O orgulho tem
levado muitos crentes ao fracasso. A vida abundante, cheia do Espírito, não é
para que o crente se ache melhor que os outros. O enchimento com o Espírito
Santo deve levar o crente ao trabalho pelo próximo, à edificação da igreja:
“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas
testemunhas...”, At 1: 8.
d) Santificação. O apóstolo Paulo
recomendou aos crentes: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes
selados para o dia da redenção”, Ef 4: 30. Davi, ao pecar, temeu que o Espírito
do Senhor fosse retirado de sua vida, Sl 51: 11. Por isso, se quisermos
cultivar o avivamento, temos de alegrar o Espírito de Deus para que Ele atue em
nós com muito poder.
A igreja
precisa conservar seu dinamismo, buscando e pregando as fontes que geram o
avivamento. Com isso, vai estar apta a levar a mensagem do evangelho àqueles
que estão longe de Deus. Só uma igreja unida, forte, cheia do poder do Espírito
do Senhor tem condições de dar um testemunho com impacto de sua fé em Cristo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário